"A vida sem música seria um erro."
Nietzche
Entendo por música a dança dos sons, organizada, melódica, harmoniosa, efémera. Teleférico da alma, transporta em viagens longas e vibrantes o que conseguimos soltar. Acorda a imaginação, traz consigo imagens que cheiram a paz. Leva por caminhos verdes a memória do cérebro adormecido, enche de corpo o espaço que é nosso. A banda sonora da vida preenche o que as palavras não dizem, povoa o ar com aromas de sensações mal explicadas, afirma a ausência de querer, numa fuga conduzida por sons. Faz apetecer participar, dançar, soltar, rodopiar, ou simplesmente levitar. Quem dança vive a música, experimenta os sentidos do corpo, atravessa anos luz de coisas pequenas, ultrapassa o sentido da vida e torna-se imortal. Viver a música, senti-la, tocá-la, dançá-la, transporta para uma quinta dimensão o mundo terreno, pois a inteligibilidade é feita pelos trilhos da alma. Faz bater o coração, faz arrumar o ritmo, faz pulsar o que de mais íntimo temos para dar. Provoca personagens, provoca sentimentos, provoca lágrimas, por vezes. Caímos num mundo mágico que não se escreve, que não se vê, que só se sente e nos faz felizes.
A música aquece o espaço, como uma lareira aquece o ambiente frio, numa casa da montanha. Preenche o corpo, como um cachecol de riscas coloridas que cai sobre os ombros num fim de tarde de chuva, invernoso. Alimenta a alma, como as paisagens verdes dos parques naturais, estimula o Homem, como um olhar brilhante e um sorriso honesto, antecedem um abraço dos bons, daqueles.
A vida é para ser vivida com ousadia, com amor, com paixão, com conforto emocional, com música, com dança, com sabor, com risco, com sorrisos, com abraços, com cumplicidade, connosco, contigo.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
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