Corre uma aragem fresca...saudável, esperada. Atravessa os livros esquecidos, lava prateleiras de recordações, destapa forografias antigas, leva consigo o cheiro da vela vermelha. Leva tanto e traz tão pouco. O suficiente para respirar melhor, na solidão cheia de coisas várias, baralhada e ofegante, capaz de rebentar e aguentar.
Passa o tempo e a brisa torna-se desconfortável, fresca demais, arrepiante, desconfortável. Fecha-se a janela, e lá fora, ao subir o estore, deslumbra-se um céu de um cor-de-rosa fascinante, vistoso, brilhante. Pára o tempo, fixa-se o olhar, cai uma lágrima tímida, de uma especial saudade secreta.
Estará, quem sabe, na altura de abandonar crenças em super-heróis desinteressados. Estará, provavelmente, na hora de desligar o botão da poesia, do ideal romântico, culto, e erudito. Estará, com certeza, a chegar o tempo de enfrentar o eternamente adiando, passo a passo, com confiança e sem olhar para trás. Estará, talvez, na hora de abrir de novo a janela...
sábado, 2 de agosto de 2008
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