sábado, 13 de junho de 2009

distância

Tenho andado para te dizer várias coisas. Tenho andado para voltar a ti e deixar-te saber o que trago em mim. Sabes, tenho medo de me afastar tanto que já não te consiga olhar. Tenho medo que cresçam cidades e mundos entre nós, montanhas infinitas e trajectos de desespero. Entre as barreiras do espaço, rasgam pensamentos ousados e sonhos secretos. Entre aquilo que te disse e o que não te escrevi, está aquilo que não sabes.
Qualquer dia habituo-me à distância. Qualquer dia entro sem bater à porta e já não te conheço. Ou não me conheço a mim.

domingo, 7 de junho de 2009

poemas

Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um. Mário Quintana