segunda-feira, 24 de novembro de 2008

madrugada

Hoje começaste a trabalhar tão cedo...que parecia de véspera!
Realmente, as palavras ficam na memória, agarradas a ideias e ideais que nem sempre se conseguem explicar...não consegues dizer exactamente o que queres, mas queres dizer que, (a)pesar de tudo é bom viver esta vida, mesmo cravada de situações que não consegues alterar. Novos projectos, novas ideias, velhas ideias feitas novas, velhos projectos vestidos de novo, neste ciclo que não tem fim. Nem sabes como conseguimos ter energia para viver todos os dias, e não paramos por vezes de viver um dia, para descansar desta corrida alucinante que nos transporta pela vida fora.
Crês que as coisas quando acontecem, têm um motivo, uma ordem. Sempre pregaste que "A nossa vida será quilo que fizermos dela", mas crês que é inevitável aceitar alguma da ordem com a qual te tens cruzado. Discute-se muito, debatem-se temas, trocam-se ideias, negoceiam-se posições, mas o que tiver de ser, será!, ou não será assim?
Realmente, a vida não é dia sim, dia não, mas tens de admitir que há dias sim e dias não. Hoje foi um dia não, uma semana não, mas também sei que depois da chuva vem o sol, o que te traz uma serenidade expectante acerca do dia de amanhã. E a ideia de que podes afastar as nuvens e deixar mostrar a luz do sol com as tuas acções, traz-te ainda mais alento. Com a ideia mestra de que viverás um dia de cada vez. Todos viveremos um dia de cada vez. E em cada um dos dias devemos viver como se fosse o último, ou como gostaríamos que fosse, em cada momento, em cada passo de dança, em cada olhar, e em cada sorriso. Só escusávamos de acordar tão cedo...