Ao final da tarde, as cores misturavam-se no céu, em pedaços densos de nuvens desorganizadas. Umas muito fofinhas, outras muito lisinhas, umas alvas e outras castanhas e cinzentas. Pairavam a vários níveis, em diferentes altitudes e juntavam-se ou afastavam-se lentamente, ao sabor do vento. Algumas estavam tão baixinhas que ontem eu era capaz de as tocar, se me esticasse. Ou sonhei que era... Ontem o vento tinha cores e trazia consigo a voz da Pocahontas a desenhar o arco-íris em cada fim de núvem que permitia que 7 linhas de cores diversas descessem dessa altura até ao chão, como um escorrega enorme. E eram vários os arcos de cor, deslumbrantes, vivos, mutáveis e brilhantes, que o sol tímido me oferecia, lançando os seus braços por entre as núvens, e provocando recortes brancos sobre o azul celeste.
...muitas felicidades, uma salva de palmas!!
Depois era altura de correr para ti, riscar-te e rabiscar-te com histórias infinitas, que ontem houve tempo de mais para pensar. E era urgente ter-te dito tudo, era urgente partilhar contigo todas as memórias que ficaram na estrada grande. Ontem foi um dia longo, estava capaz de tudo. De observar, de passear, de inventar, de improvisar, de desviar. De procurar, de evitar, de hesitar, de pecar, de continuar.
domingo, 25 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Fernando Pessoa
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis!"
As palavras mágicas que dão cor ao vulcão da vida, a pitada de sal no topo da picanha, o último mimo antes de adormecer. Estes momentos inesquecíveis, estas coisas inexplicáveis e estas pessoas imcomparáveis valem pela vida, e é por isso que não quero nunca deixar de as viver e sentir.
As palavras mágicas que dão cor ao vulcão da vida, a pitada de sal no topo da picanha, o último mimo antes de adormecer. Estes momentos inesquecíveis, estas coisas inexplicáveis e estas pessoas imcomparáveis valem pela vida, e é por isso que não quero nunca deixar de as viver e sentir.
efeito arco-íris
Qual será a semelhança entre quem pensa que tem tudo e não tem nada, e quem pensa que não tem nada e tem tudo?
A ilusão, a falta de noção, a incapacidade de discernir as cores da vida, a imprecisão da miopia com que se olha para si próprio, a vontade compulsiva de fugir.
Em resumo, a confusão. A confusão entre o que é de facto importante ter ou não ter, a confusão entre o que é o tudo e é o nada, a confusão das prioridades todas que se alteram a uma velocidade vertiginosa, e voltam ao lugar onde estavam, e voltam a trocar posições, e de novo regressam à origem. Perdem-se as orientações, galga-se a razão e não se consegue dizer ao mundo que já pode parar, que já chega de carrocéis, dos choques violentos dos carrinhos, chega de cambalhotas e de ficar com a cabeça às avessas.
Que passamos a vida a colorir a vida, porque a luz faz a cor e a cor traz magia. Que o cheiro das flores é importante, que o brilho da neve escorregadia reflecte quando o sol nasce, que o som do piano também fala e que se ouve no silêncio a pulsação do movimento.
Há momentos em que tudo pára, e é nessas alturas, nessa fracção de segundo que a grande pergunta surge e se anseia pela resposta correcta, que amanhã já não é a mesma e que ontem nunca foi. Porque se é da condição humana o desassossego, a procura de mais, a vontade de descoberta e a luta pelo melhor, não será normal que apareçam perguntas sem respostas, suspiros sem segredos, olhares sem fim à vista? Porque a vida é uma sucessão de "agoras", serei mais logo a mesma deste momento? Enquanto houver estrada para andar, caminharei só ou desviarei para um cigarro? E porque teimamos em ir em frente, atrás dos outros, numa caminhada para um sítio que não conhecemos, numa marcha lenta para a meta, sem parar para olhar as papoilas, deixar que a chuva nos molhe e segredar ao vento que é bom viver?
A ilusão, a falta de noção, a incapacidade de discernir as cores da vida, a imprecisão da miopia com que se olha para si próprio, a vontade compulsiva de fugir.
Em resumo, a confusão. A confusão entre o que é de facto importante ter ou não ter, a confusão entre o que é o tudo e é o nada, a confusão das prioridades todas que se alteram a uma velocidade vertiginosa, e voltam ao lugar onde estavam, e voltam a trocar posições, e de novo regressam à origem. Perdem-se as orientações, galga-se a razão e não se consegue dizer ao mundo que já pode parar, que já chega de carrocéis, dos choques violentos dos carrinhos, chega de cambalhotas e de ficar com a cabeça às avessas.
Que passamos a vida a colorir a vida, porque a luz faz a cor e a cor traz magia. Que o cheiro das flores é importante, que o brilho da neve escorregadia reflecte quando o sol nasce, que o som do piano também fala e que se ouve no silêncio a pulsação do movimento.
Há momentos em que tudo pára, e é nessas alturas, nessa fracção de segundo que a grande pergunta surge e se anseia pela resposta correcta, que amanhã já não é a mesma e que ontem nunca foi. Porque se é da condição humana o desassossego, a procura de mais, a vontade de descoberta e a luta pelo melhor, não será normal que apareçam perguntas sem respostas, suspiros sem segredos, olhares sem fim à vista? Porque a vida é uma sucessão de "agoras", serei mais logo a mesma deste momento? Enquanto houver estrada para andar, caminharei só ou desviarei para um cigarro? E porque teimamos em ir em frente, atrás dos outros, numa caminhada para um sítio que não conhecemos, numa marcha lenta para a meta, sem parar para olhar as papoilas, deixar que a chuva nos molhe e segredar ao vento que é bom viver?
sábado, 17 de maio de 2008
Maldisposta
De volta às máscaras, às purpurinas, aos enfeites, ao glamour, à sedução do palco. De encontro aos figurinos de ilusão, aos penteados da época, aos sapatos apertados, sobem os nervos à flor da pele, nascem anseios e tremem as pernas, bate o coração mais forte, corre a vida nas veias.
A arte, como o amor faz-nos vibrar, faz-nos sentir vivos e contemplar a magia que há no ar! All you need is love... Ganho coragem e finjo não estar ansiosa. Arranjo o cabelo, visto o vestido preto, pinto as bochechas com cor suave, e espero por ti. Contracenamos como um só, eu actriz, tu actor, que ao sair do palco transportam consigo a carga da personagem...
A vida no teatro é quente, acendem-se projectores e projectam-se imagens, reais, ideais, geniais, banais. Pedaços de vidas inventadas. Como no teatro, o cinema constrói, para eu e tu, e pessoas como nós sonharem um dia fazer parte desse filme...
A arte, como o amor faz-nos vibrar, faz-nos sentir vivos e contemplar a magia que há no ar! All you need is love... Ganho coragem e finjo não estar ansiosa. Arranjo o cabelo, visto o vestido preto, pinto as bochechas com cor suave, e espero por ti. Contracenamos como um só, eu actriz, tu actor, que ao sair do palco transportam consigo a carga da personagem...
A vida no teatro é quente, acendem-se projectores e projectam-se imagens, reais, ideais, geniais, banais. Pedaços de vidas inventadas. Como no teatro, o cinema constrói, para eu e tu, e pessoas como nós sonharem um dia fazer parte desse filme...
domingo, 11 de maio de 2008
Intervalo
E qual a razão para que os olhos baixem, relaxem e se deixem abater?
E porque bate o coração mais devagar, numa cadência de adagio?
E porque se prende o olhar no infinito, fixo e sem reacção?
E porque pesa nos ombros e na alma o adeus?
E porque faz falta a magia na vida, nas veias e no olhar?
E porque param os violinos, se fecha o pano e já somos nós outra vez?
E porque deixamos de estar atrasados para tudo, de comer em 10 segundos, de nos olharmos e sermos cúmplices?
Porque será que de repente voltam as Coppélias rotineiras, os arranjos semanais e as horas no messenger?
Porque a vida é isto, porque sobe e desce como um baloiço, num movimento que faz sentido e faz parte, porque são precisas horas destas para voltar a querer viver as outras, aquelas. Estarei à tua espera... Até para a semana!
E porque bate o coração mais devagar, numa cadência de adagio?
E porque se prende o olhar no infinito, fixo e sem reacção?
E porque pesa nos ombros e na alma o adeus?
E porque faz falta a magia na vida, nas veias e no olhar?
E porque param os violinos, se fecha o pano e já somos nós outra vez?
E porque deixamos de estar atrasados para tudo, de comer em 10 segundos, de nos olharmos e sermos cúmplices?
Porque será que de repente voltam as Coppélias rotineiras, os arranjos semanais e as horas no messenger?
Porque a vida é isto, porque sobe e desce como um baloiço, num movimento que faz sentido e faz parte, porque são precisas horas destas para voltar a querer viver as outras, aquelas. Estarei à tua espera... Até para a semana!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Sei que estavas à espera disto...
Sabes, quando chegamos ao final de uma saga, vivida com a emoção e o espanto perante a tela do écran, quando passas à última página do terceiro livro que devoraste sem hesitar, quando estás prestes a ler o último parágrafo, reconheces o sorriso incontrolável, a sensação de completude, de círculo fechado, e a antecipação incontrolável da última palavra dita ou escrita?
Pois talvez seja este o sentimento de ânsia que abafa a alegria e nos deixa nervosos, por saber o fim da história, ou por não querer que chegue ao fim. Partes os ovos, bates a massa, colocas no forno, constróis os degraus, compões a cobertura e por fim, lá está: o momento de pôr a cereja no topo do bolo.
Quando os processos são bons, os resultados são ainda melhores, tornas-te imune aos obstáculos, saltas barreiras e desvias-te dos imprevistos, contornas os problemas e trepas todos os muros que teimam em erguer. É por isso que é tão bom, é por isso que tem sido tão bom. Acabas com a gargalhada feliz da vitória, brindas aos sucessos e às zaragatas, arrumas em sacos velhos os trapos que já não servem e caminhas feliz, pela praia, com o vento a bater-te na cara, a cabeça cheia de ideias a fervilhar, a memória carregada de imagens e a sensação de liberdade que te faz trazeres contigo aquele sorriso, que só tu conheces.
Mas isto só acontece quando se fecha o livro, e ainda falta virar a última página...
Pois talvez seja este o sentimento de ânsia que abafa a alegria e nos deixa nervosos, por saber o fim da história, ou por não querer que chegue ao fim. Partes os ovos, bates a massa, colocas no forno, constróis os degraus, compões a cobertura e por fim, lá está: o momento de pôr a cereja no topo do bolo.
Quando os processos são bons, os resultados são ainda melhores, tornas-te imune aos obstáculos, saltas barreiras e desvias-te dos imprevistos, contornas os problemas e trepas todos os muros que teimam em erguer. É por isso que é tão bom, é por isso que tem sido tão bom. Acabas com a gargalhada feliz da vitória, brindas aos sucessos e às zaragatas, arrumas em sacos velhos os trapos que já não servem e caminhas feliz, pela praia, com o vento a bater-te na cara, a cabeça cheia de ideias a fervilhar, a memória carregada de imagens e a sensação de liberdade que te faz trazeres contigo aquele sorriso, que só tu conheces.
Mas isto só acontece quando se fecha o livro, e ainda falta virar a última página...
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os meus textos,
sei que estavas à espera disto...
sábado, 3 de maio de 2008
Viagens
O meu paradoxo de hoje foi motivo de reflexão: porque é que eu gosto tanto de ver o nascer do sol e ao mesmo tempo odeio levantar-me antes desse acontecimento?
800 Km depois, acordei da viagem, meio dormente e de cérebro parado. Pelo caminho reconheci o monte da Heidi, contei as árvores da fileira, retive a forma das nuvens. Ao pôr do sol, o tempo parou. E eu também. De um laranja esbatido por entre as pétalas de luz, a neblina tapava a bola amarela, deixando transparecer uma moldura dourada. Cabia lá tudo, em tão maravilhosa visão. Este é um previlégio de quem viaja, de quem pára para ver o mundo com olhos de ver. As horas passadas no carro são muitas vezes de introspecção, mas hoje foram de contemplação.
Igualmente bonito como o pôr do sol é o seu nascer que, no Inverno me acompanhou nestas aventuras de sábado. Momentos meus, em que a luz da manhã traz consigo o meu sorriso suave, de quem acorda com a brisa fresca da manhã, ao fim de um par de horas já acordado. Mais outro paradoxo. Ai... Que vida esta, cheia de contradições.
Pois que entre o nascer e o pôr do sol muita coisa aconteceu. A vida continua, enquanto eu estou ainda parada a 170 Km/hora. Ainda tenho essa imagem especada à frente dos olhos. A estrada grande está repleta de novas surpresas, hoje havia papoilas nas suas margens. Os campos e montes estão amarelos. Os pinheiros e eucapliptos estão mais verdes, graças ao belo Abril e suas águas mil. Afinal de contas, hoje foi um dia colorido.
O que mais me apaixona é poder sair, poder parar o carro e passear, como hoje. Que lindo dia, que liberdade, esta do viajante. É por ter todas estas cores e sabores, cheiros e formas que se torna divertido e inesgotável o mundo, assim quem o vê consiga ver tudo isto. Pois que então o problema será meu, ou dos meus olhos. Miopia detectada, que brilho tinha hoje a terra, que antes não se via? Mau Maria! Já não percebo nada disto!
Bom, amanhã não é dia de ver nascer o sol, até porque estas coisas têm dias marcados, e amanhã é domingo. Dia santo, há quem diga. Dia da Mãe. É por ela que vejo o mundo assim, pois foi ela, sem que o saiba, que me mostrou e fez sentir a importância da poesia, da verdade, do amor, da vida boa, do trabalho, do sorriso e de ver as cores das coisas, a sua essência, o seu interior, o seu valor. Faz boa dupla com o meu pai, mentor dos valores da justiça, do respeito, da responsabilidade e do pulso firme. Todos somos uma peça do puzzle...
Hoje parei no tempo, parei para ver o tempo, parei por ter tido tempo de parar sem olhar ao tempo. Porque ao sair deste lugar, vi outros que já não me lembrava, e foi bom viver esse bocadinho, lentamente, sem relógio, a uma velocidade vertiginosa por saber que o sol se ia pôr daí a um segundo...
800 Km depois, acordei da viagem, meio dormente e de cérebro parado. Pelo caminho reconheci o monte da Heidi, contei as árvores da fileira, retive a forma das nuvens. Ao pôr do sol, o tempo parou. E eu também. De um laranja esbatido por entre as pétalas de luz, a neblina tapava a bola amarela, deixando transparecer uma moldura dourada. Cabia lá tudo, em tão maravilhosa visão. Este é um previlégio de quem viaja, de quem pára para ver o mundo com olhos de ver. As horas passadas no carro são muitas vezes de introspecção, mas hoje foram de contemplação.
Igualmente bonito como o pôr do sol é o seu nascer que, no Inverno me acompanhou nestas aventuras de sábado. Momentos meus, em que a luz da manhã traz consigo o meu sorriso suave, de quem acorda com a brisa fresca da manhã, ao fim de um par de horas já acordado. Mais outro paradoxo. Ai... Que vida esta, cheia de contradições.
Pois que entre o nascer e o pôr do sol muita coisa aconteceu. A vida continua, enquanto eu estou ainda parada a 170 Km/hora. Ainda tenho essa imagem especada à frente dos olhos. A estrada grande está repleta de novas surpresas, hoje havia papoilas nas suas margens. Os campos e montes estão amarelos. Os pinheiros e eucapliptos estão mais verdes, graças ao belo Abril e suas águas mil. Afinal de contas, hoje foi um dia colorido.
O que mais me apaixona é poder sair, poder parar o carro e passear, como hoje. Que lindo dia, que liberdade, esta do viajante. É por ter todas estas cores e sabores, cheiros e formas que se torna divertido e inesgotável o mundo, assim quem o vê consiga ver tudo isto. Pois que então o problema será meu, ou dos meus olhos. Miopia detectada, que brilho tinha hoje a terra, que antes não se via? Mau Maria! Já não percebo nada disto!
Bom, amanhã não é dia de ver nascer o sol, até porque estas coisas têm dias marcados, e amanhã é domingo. Dia santo, há quem diga. Dia da Mãe. É por ela que vejo o mundo assim, pois foi ela, sem que o saiba, que me mostrou e fez sentir a importância da poesia, da verdade, do amor, da vida boa, do trabalho, do sorriso e de ver as cores das coisas, a sua essência, o seu interior, o seu valor. Faz boa dupla com o meu pai, mentor dos valores da justiça, do respeito, da responsabilidade e do pulso firme. Todos somos uma peça do puzzle...
Hoje parei no tempo, parei para ver o tempo, parei por ter tido tempo de parar sem olhar ao tempo. Porque ao sair deste lugar, vi outros que já não me lembrava, e foi bom viver esse bocadinho, lentamente, sem relógio, a uma velocidade vertiginosa por saber que o sol se ia pôr daí a um segundo...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Não esperes por mim...
Não tenho tempo para ti, é, provavelmente, a pior frase que se pode dizer...mas tudo é contradito e contrafeito pelo meu desejo de te preencher, te pintar, te construir, te escrever.
Penso em ti várias vezes ao dia, também é muito má, pois apetece perguntar: o que fazes nos momentos em que não pensas em mim?
Ai, és tão absorvente..queria chegar a ti todos os dias, ter alma para te contar, ter tempo para aqui estar, ter forma de te fazer chegar aquilo que sinto, num só pensamento, ou em vários, uns atrás dos outros, em fila indiana. Arrebenta a bolha! Volto sempre que puder, não esperes por mim. Voltarei sempre que a loucura me permitir e a ressaca me obrigar, a cada grito teu, em mim, assim.
O eco multiplica os sons e o apelo é maior a cada segundo que passa, viciante, como quem descobre ou revive algo antigo, com a adrenalina do deslumbramento e a melancolia da memória. És como uma goma, um pequeno doce que me sacia e me acalma, será que isto algum dia vai acabar? Enquanto houver que dizer, enquanto o tempo o permitir, serei tua, por um só minuto que seja. E é por isso que aqui estou, porque é um regresso a casa, um colo, um mimo, aquele doce. Só não sei a que horas chego...
Penso em ti várias vezes ao dia, também é muito má, pois apetece perguntar: o que fazes nos momentos em que não pensas em mim?
Ai, és tão absorvente..queria chegar a ti todos os dias, ter alma para te contar, ter tempo para aqui estar, ter forma de te fazer chegar aquilo que sinto, num só pensamento, ou em vários, uns atrás dos outros, em fila indiana. Arrebenta a bolha! Volto sempre que puder, não esperes por mim. Voltarei sempre que a loucura me permitir e a ressaca me obrigar, a cada grito teu, em mim, assim.
O eco multiplica os sons e o apelo é maior a cada segundo que passa, viciante, como quem descobre ou revive algo antigo, com a adrenalina do deslumbramento e a melancolia da memória. És como uma goma, um pequeno doce que me sacia e me acalma, será que isto algum dia vai acabar? Enquanto houver que dizer, enquanto o tempo o permitir, serei tua, por um só minuto que seja. E é por isso que aqui estou, porque é um regresso a casa, um colo, um mimo, aquele doce. Só não sei a que horas chego...
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