domingo, 25 de maio de 2008

tinhas razão: afinal vim cá parar

Ao final da tarde, as cores misturavam-se no céu, em pedaços densos de nuvens desorganizadas. Umas muito fofinhas, outras muito lisinhas, umas alvas e outras castanhas e cinzentas. Pairavam a vários níveis, em diferentes altitudes e juntavam-se ou afastavam-se lentamente, ao sabor do vento. Algumas estavam tão baixinhas que ontem eu era capaz de as tocar, se me esticasse. Ou sonhei que era... Ontem o vento tinha cores e trazia consigo a voz da Pocahontas a desenhar o arco-íris em cada fim de núvem que permitia que 7 linhas de cores diversas descessem dessa altura até ao chão, como um escorrega enorme. E eram vários os arcos de cor, deslumbrantes, vivos, mutáveis e brilhantes, que o sol tímido me oferecia, lançando os seus braços por entre as núvens, e provocando recortes brancos sobre o azul celeste.
...muitas felicidades, uma salva de palmas!!
Depois era altura de correr para ti, riscar-te e rabiscar-te com histórias infinitas, que ontem houve tempo de mais para pensar. E era urgente ter-te dito tudo, era urgente partilhar contigo todas as memórias que ficaram na estrada grande. Ontem foi um dia longo, estava capaz de tudo. De observar, de passear, de inventar, de improvisar, de desviar. De procurar, de evitar, de hesitar, de pecar, de continuar.

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