Não tenho tempo para ti, é, provavelmente, a pior frase que se pode dizer...mas tudo é contradito e contrafeito pelo meu desejo de te preencher, te pintar, te construir, te escrever.
Penso em ti várias vezes ao dia, também é muito má, pois apetece perguntar: o que fazes nos momentos em que não pensas em mim?
Ai, és tão absorvente..queria chegar a ti todos os dias, ter alma para te contar, ter tempo para aqui estar, ter forma de te fazer chegar aquilo que sinto, num só pensamento, ou em vários, uns atrás dos outros, em fila indiana. Arrebenta a bolha! Volto sempre que puder, não esperes por mim. Voltarei sempre que a loucura me permitir e a ressaca me obrigar, a cada grito teu, em mim, assim.
O eco multiplica os sons e o apelo é maior a cada segundo que passa, viciante, como quem descobre ou revive algo antigo, com a adrenalina do deslumbramento e a melancolia da memória. És como uma goma, um pequeno doce que me sacia e me acalma, será que isto algum dia vai acabar? Enquanto houver que dizer, enquanto o tempo o permitir, serei tua, por um só minuto que seja. E é por isso que aqui estou, porque é um regresso a casa, um colo, um mimo, aquele doce. Só não sei a que horas chego...
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