Ironia das ironias...no fundo, a viagem foi mais longa, mais profunda.
Entre os kms que percorremos e o caminho que o coração percorre, caminhamos sem sacrifício durante horas, sem cansaço e com esperança. Caminhamos acompanhados pelo amor, com a força da segurança e sem pressa de chegar. Tem sido longo, este trajecto. Tem sido suavemente cada vez melhor. Abandonamos devagar, a cada segundo que passa a casa de antes, já sem olhar para trás. Com passos lentos, seguros, pensados, convictos de que lá fora está sol.
Espreitamos à janela e vemos as flores nascerem, vemos a relva a chamar por nós, e o mar à nossa espera. Não queremos correr, não queremos tropeçar, não queremos hesitar. Trazemos connosco um sorriso secreto, trazemos na alma a vontade de apanhar ar, o desejo de ver o mundo e a força de acreditar.
Já houve tempo de parar, já houve horas de querer ficar, já houve alturas de querer voltar. Hoje vamos para a rua, gritar, como diz o poeta, vamos passear. Ainda aqui estou e já vou tão longe...
E porque não paramos? Porque não descansamos? Porque não atestamos? Porque continuamos? Porque a vontade de seguir nos empurra. Porque as nossas pernas caminham sozinhas, porque o vento nos leva e não nos traz...Porque só a viver somos felizes.
E só se completa o puzzle quando encaixamos a última peça, por muito que já soubéssemos qual seria a imagem final. Porque o desenho da caixa não tira o prazer da construção, porque os percursos são apaixonantes.
Porque a conquista é uma batalha onde não se ataca, apenas nos rendemos. Tréguas. Ganhaste.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
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