domingo, 11 de maio de 2008

Intervalo

E qual a razão para que os olhos baixem, relaxem e se deixem abater?
E porque bate o coração mais devagar, numa cadência de adagio?
E porque se prende o olhar no infinito, fixo e sem reacção?
E porque pesa nos ombros e na alma o adeus?
E porque faz falta a magia na vida, nas veias e no olhar?
E porque param os violinos, se fecha o pano e já somos nós outra vez?
E porque deixamos de estar atrasados para tudo, de comer em 10 segundos, de nos olharmos e sermos cúmplices?
Porque será que de repente voltam as Coppélias rotineiras, os arranjos semanais e as horas no messenger?

Porque a vida é isto, porque sobe e desce como um baloiço, num movimento que faz sentido e faz parte, porque são precisas horas destas para voltar a querer viver as outras, aquelas. Estarei à tua espera... Até para a semana!

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