sexta-feira, 31 de outubro de 2008

segredo

Sabes...vou contar-te um segredo. Chega aqui, encosta o teu ouvido à minha boca, ouve o meu murmúrio e o meu suspiro. Sente o quente das minhas palavras, guarda na memória a gramática do meu lamento. Deixa-te ficar, ouve o som do mar, e voa comigo para fora daqui. Sei que sabes o caminho, não conheço a paisagem, não me consigo orientar entre coordenadas baralhadas e latitudes alteradas. De que serve a vida se não for bilateral, dinâmica? Carregada de movimento, embuída em sonhos vãos e outros bons, tem a capacidade de tirar o tapete debaixo dos pés, naquela fracção de segundo em que olhamos um para o outro. Ainda tens o teu ouvido encostado à minha boca. E já passou tanto tempo.

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