Tens razão, não me vou deixar vencer pelo cansaço. Não vou adormecer com medo do dia de amanhã, e receio que me faltem as forças, ou as vontades. Não vou deixar de me deixar levar, pela música, pelo canto do cisne, pela força da orquestra. A minha dança vive hoje, com a garra de quem voa, contigo. Crio-te em cada gesto, estico-me para te alcançar, altero os parâmetros e as escalas. Entre os actos nasce um novo personagem, uma nova roupagem, novas imagens e novos desejos de saltar, rodar, espreguiçar.
A noite cai e o cansaço aumenta, aparece a preguiça, de mãos dadas com a ternura. Deito a cabeça na almofada, e quando fecho os olhos, apenas tenho tempo para sentir a tua falta e já estou de novo a acordar, pronta para uma nova viagem, nova cumplicidade, nova roupagem, novas imagens e novos desejos de saltar, rodar, espreguiçar.
Vivemos um dia de cada vez, e cada um é uma vitória. Cada sorriso arrancado, um chá quente no Inverno; cada tarefa cumprida, um oásis no deserto; cada segredo contado, um abraço eterno e doce. Quando tudo terminar, chegarei a algum lado. E embora ainda não saiba onde, nem como, garanto-te, quando tudo acabar, estarei pronta para nova roupagem, novas imagens e novos desejos de saltar, rodar, espreguiçar.
Nessa altura, não vou parar, correrei mundo fora em viagens de sonho, comprarei vouchers de teleféricos para a lua, lançarei no ar o perfume de quem ama a vida, para te contagiar, e continuarei em frente, com passo firme de quem dança em cada caminhada, de quem tem uma nova roupagem, novas imagens e novos desejos de saltar, rodar, espreguiçar.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
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