quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cresci sem ti, mas chegaste em boa hora. Numa altura em que tudo parecia confuso e apetecia perceber se tinha crescido na direcção certa. Qual bússula de Malaquias, certificámo-nos que tudo estava correcto. As luas alinhadas, os astros no bom caminho, uniram-se as pontas soltas e ficámos um só.
Nesse dia, contei-te tudo. Como se falasse comigo mesma, em frente ao espelho. Nesse dia, mostrei-te tudo, como se a débil luz iluminasse demasiado. Nesse dia, disse-te onde estava, sem saber exactamente onde era realmente. Já nem lá consigo voltar... quem sabe com a bússula de Malaquias encontre esse ninho outra vez. Nesse dia, deitei-me no sofá, a cabeça no teu colo, e não fazia ideia de que nunca mais esqueceria esse momento. E nesse dia ainda, também ainda não tinha percebido, que iniciaria um conto, que nunca teria um fim, e que a história começava assim: não tenho mãos para ti...não tenho peito para tanto...não tenho dedos para me agarrar... mas também não tenho pernas para fugir de ti.
E ainda hoje acho que não percebemos do que realmente se tratava.

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