quinta-feira, 9 de abril de 2009

variações

Deixares arrefecer a vida em ti não é boa política. Nunca foi. Nem a comida requentada tem o mesmo sabor, quanto mais as emoções. De qualquer forma, o guardar e aguardar tem a sua validade, pois o que permanece e ganha pó é aquilo que de facto importa manter.
Ontem aprendemos juntos algo sobre nós. Uma das coisas mais preciosas que temos é a nossa vida e o que ela acarreta inevitavelmente. As vivências, as experiências, as tentativas, as recaídas. Julgas haver o micro-ondas do amor, mas lamento informar-te, nunca saberá ao mesmo.
Mas eu percebo-te. Não poderia dizer o contrário, pois estaria a mentir-te. É bom voltar, às vezes, é bom recair e é difícil distinguir o que já fomos do que somos hoje. Dissolvem-se os sentimentos, derretem, e espalham-se pelo tempo fora, mesmo passados dias, meses ou anos. Espalham-se como mel, lentamente, por entre os dias, ao longo do caminho que teimamos em fazer sem ser felizes. Num instante se quer o que já não se quis, num instante se quebra o que já existiu.
E como saber se é desejo ou é orgulho, se é vingança ou solidão? Qualquer uma das quatro hipóteses é válida, numa mesma situação. Esta é a pergunta que anseias ver respondida, ou não será? E se soubesses tudo, e se tudo fosse seguro? E se o teu número for outro? E se, e se... anda, faz o que te digo. Deixa passar os dias, mas não deixes passar a vida. Se precisas de procurar, procura, deixa tudo o resto para trás. Se precisas de ficar, deixa-te parar, mas não cantes Variações. Vai onde tiveres de ir, olha para quem tiveres de olhar, sorri para quem tiveres de sorrir...mas faz por ti o que mais ninguém faria: procura ser feliz... e bebe cuba libre.
E ainda te estou a dever uma...

3 comentários:

Unknown disse...

cerveja, não serve?

Cat disse...

que importa, não é para vomitar?

Unknown disse...

não! é como a vida, para saborear...