Há milhares de razões que podem servir para muita coisa, razões que desculpam as tristezas, razões que procuram desvendar mistérios, razões que fazem retratos lindos.
Depois, há aquelas razões que inventamos na esperança que justifiquem outras, na tentativa de empoeirar as imperfeições, no desejo ardente de procurar motivos para andar em frente, razões fictícias que movem mundos.
E depois, há aquela coisa, que não tem razão nenhuma, que não tem razão de ser, que não tem razões que a justifiquem, ou a ilibam da imensidão de fogo que a constitui, que por muitas razões que procuremos, não a conseguimos pôr em saquinho nenhum, porque ela transborda tudo...
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